Este blog tem como principal função informar, divulgar e esclarecer temas sobre alergia.

Toda a informação contida neste blog, não substitui o aconselhamento médico, consulta, diagnóstico ou tratamento.
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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Grupo de apoio para pais e famílias com alergia alimentar

Bom dia!!

É com grande gosto que hoje podemos publicitar uma interessante iniciativa que a associação Alimenta (clicar no canto superior esquerdo deste blog) teve na criação deste gupo de autoajuda. Assim, passamos a transcrever a informação que aparece no seu site:


"O diagnóstico de alergia ou intolerância alimentar de uma criança ou jovem tem um impacto enorme na vida de toda a família, que se tem que adaptar a uma realidade que altera tarefas do dia a dia tão simples como cozinhar, ir às compras ou ir para a escola.
Superadas as (muitas) dúvidas iniciais, novos desafios e obstáculos vão surgindo a essas famílias ao longo do tempo.
É com o objetivo de promover a partilha de experiências, dúvidas, soluções e estratégias que a Alimenta cria o seu 1.º grupo de apoio a pais e famílias de crianças e jovens com alergias ou intolerâncias alimentares.
Destinado exclusivamente a associados da Alimenta, e de acesso totalmente gratuito, este grupo de apoio terá o seu 1.º encontro no próximo dia 3 de Maio (sábado) entre as 11h30 e as 13h na Biblioteca Orlando Ribeiro (Lisboa-Telheiras)."

Com a esperança de sucesso desta iniciativa, desejamos tudo o melhor para os nossos amigos da Alimenta.

Quanto à informação do Boletim Polínico da RPA para as regiões da Beira Interior e Alentejo, é:

"Na Beira Interior, os pólenes encontram-se em níveis muito elevados, com predomínio dos pólenes das árvores carvalhos, pinheiro e vidoeiro e das ervas azedas, urtigas, gramíneas e tanchagem. 

No Alentejo, os pólenes encontram-se em se níveis muito elevados, com predomínio dos pólenes das árvores azinheira, sobreiro e pinheiro e das ervas urtigas, tanchagem, azedas e parietária." 

... e bom feriado!!



quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Apresentação do site da Alimenta

Bom dia!!

O post desta semana está dedicado a informar sobre a apresentação do site da asssociação Alimenta que decorreu durante o passado domingo no restaurante "Conversas na Gandarinha" na localidade de Cascais.


Ao evento assitiram cerca de 60 pessoas, entre elas a actriz Sofia Cerveira, embaixadora da Alimenta, num almoço festivo e descontraido.

Devemos agradecer também o convite que nos fizeram, que infelizmente tivemos que recusar por outros compromisos familiares... Fica por tanto, para uma próxima ocasião.

Desde este blog queremos mostrar todo o nosso apoio para esta organização que agora começa, com o nobre objectivo de ser uma ferramenta que ajude aos doentes portugueses (e não só...) com alergia alimentar.

O site é interessantíssimo e consta duma multitude de receitas de cozinha especialmente aplicada aos doentes com alergia alimentar, assim como conselhos práticos para este tipo de doentes: "o que fazer nos restaurantes, nas visitas da escola, onde estão os alergénios (por vezes ocultos nas etiquetas)?", etc., etc.

Desde já, recomendamos a todos os nossos leitores a visita a este site.

Por esta razão, têm todo o nosso apoio em quaisquer das facetas que precisarem, lançando o desafio (já aceite por parte da Direção da Alimenta) de vir um dia a Castelo Branco para realizar uma sesão informativa aos nossos doentes numa próxima data a precisar.

Como não queremos que isto fique apenas em palavras, próximamente aparecerá a ligação directa ao site da Alimenta numa das colunas laterais deste blog.

Felicidades!!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Alergénios alimentares detectados através do telemóvel

Como disse uma zarzuela espanhola de inícios do século passado "Hoje as ciências avançam que é uma barbaridade!"... se não vejam o que diz um artigo aparecido recentemente na revista "Lab on a Chip" e publicitado através do portal de informação médica www.univadis.pt



Uma equipa de investigadores americanos desenvolveu um dispositivo que se liga a um telemóvel e deteta alergénios em amostras alimentares, com uma sensibilidade tão elevada quanto um teste de laboratório, dá conta o estudo publicado na revista “Lab on a Chip”.


As alergias alimentares são uma preocupação pública emergente, afetando até 8% das crianças e 2% dos adultos. As reações alérgicas podem ser graves e até mesmo fatais. Apesar das leis de proteção ao consumidor regularem a rotulagem dos ingredientes de alimentos pré-embalados, as contaminações cruzadas podem ainda assim ocorrer durante o fabrico, processamento e transporte dos alimentos.
Apesar de existirem vários produtos capazes de detetar a presença de alérgenos em alimentos estes são complexos, exigem equipamentos volumosos e são pouco adequados para a utilização em locais públicos.

Para ultrapassar estes inconvenientes os investigadores da University of California, nos EUA, desenvolveram um dispositivo ao qual chamaram iTube. De forma a testar a presença de alergénios, a amostra é colocada num tubo com água e um solvente de extração. Após se ter aguardado alguns minutos, este conteúdo é misturado com outros reagentes. Esta preparação tem um tempo de duração total de cerca de 20 minutos. Quando a amostra está pronta, a concentração do alergénio é medida através da plataforma iTube, que utiliza a câmara de um telemóvel e uma aplicação para smart-phone.
O dispositivo converte as imagens obtidas através da câmara do telemóvel em concentrações de alergénios detetados nas amostras alimentares. Para além de detetar a presença do alergénio em causa, o teste pode também quantificá-lo em partes por milhão.

Os investigadores referem que a plataforma iTube é capaz de testar vários alergénios, incluindo amendoins, amêndoas, ovos, glúten e avelãs. Os autores do estudo testaram com sucesso a presença de amendoins em bolachas.

Na opinião dos investigadores liderados, por Aydogan Ozcan, a utilização deste tipo de plataforma poderá ser bastante útil para os pais, assim como para os estabelecimentos de ensino e outro tipo de instituições públicas.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Inquérito sobre alergia alimentar aos adolescentes (2ª parte)

O estudo referido no anterior post foi publicado no Jornal Reconquista de Castelo Branco num artigo escrito pela jornalista Lídia Barata e que reproduzimos à continuação:

As alergias, de base imunológica, podem provocar desde uma simples comichão até à morte. Daí ser necessário diagnosticar e tratar as verdadeiras causas, mas algumas não estão ainda devidamente exploradas, como por exemplo, as das alergias alimentares.
Era desta forma que há um ano Reconquista noticiava o tema da tese de doutoramento de Carlos Lozoya Ibáñez, médico do Serviço de Imunoalergologia do Hospital Amato Lusitano, está a realizar na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, um estudo sobre "Prevalência e características clínicas e genéticas das alergias alimentares em adultos da Beira Interior", orientado pelo professor Taborda Barata.
Este estudo distingue-se porque, pela primeira vez, é estudada uma faixa da população tão alargada, dos 3 aos 90 anos, algo que as entidades oficiais que se dedicam ao estudo e tratamento das alergias defenderem já que "o modelo deve ser replicado a nível nacional".
Recorde-se que esta é uma análise pioneira a nível nacional e a realizar na área abrangida pela Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (com exceção dos centros de saúde de Vila de Rei e Mação, devido à distância, e de Penamacor, que não aceitou entrar no estudo). Carlos Lozoya, na primeira parte do trabalho, inquiriu 1500 pessoas, por telefone, com idades entre os 18 e os 90 anos, sendo que destas, 50 confirmaram ter reações a alguns alimentos e deste grupo, cerca de 30 aceitaram participar na etapa seguinte, das consultas. Mas os resultados são ainda preliminares, contudo, uma conclusão pode já ser avançada, "os portugueses desta região não têm reações diferentes do resto dos cidadãos europeus, onde já foi feito esse registo".
Nesta segunda fase, que está agora em curso, "vão ser inquiridos os adolescentes e jovens, dos 13 aos 17 anos, seguindo os mesmos trâmites que foram colocados aos adultos", se bem que, o médico espera mais dificuldades em termos de adesão às etapas das consultas, "pois agora as taxas moderadoras são mais caras, além de que para os jovens pode ser complicado faltar às aulas para vir a uma consulta".
Mas o estudo final, que deverá ser defendido e publicado em finais de 2013, será ainda complementado com o trabalho realizado pela médica Arminda Jorge, que incide sobre a população dos 3 aos 12 anos.
"É isto que torna este estudo inédito e único, pois nunca se estudou uma faixa tão abrangente da população nesta área", afirma Carlos Lozoya, acrescentando que "por isso já haver quem defenda que tem de ser replicado a nível nacional", para que "dentro de alguns anos, possa haver uma visão global nacional em termos desta problemática".
Sublinhe-se ainda que "um estudo bem feito pode evitar muitos problemas, porque identificam-se as causas e podem arranjar-se soluções mais facilmente".

quarta-feira, 7 de março de 2012

Inquérito sobre alergia alimentar nos adolescentes

Nos últimos estudos epidemiológicos realizados em vários países europeus e nos Estados Unidos, mostram que as doenças atópicas afectam cada vez mais a população do mundo inteiro, nomeadamente dos países desenvolvidos onde podem atingir taxas de incidência na ordem de 10 a 30%. As doenças alérgicas e em especial a alergia alimentar, tem vindo a aumentar em todo o mundo ocidental (6-8%), sendo o leite e o ovo os alimentos mais frequentemente implicados; marisco, nozes, trigo, amendoins, soja e chocolate são outros alimentos também frequentemente implicados.
Este tipo de alergia pode ser provocada pela ingestão, contacto ou inalação de um alimento, seus derivados ou de um aditivo alimentar contido no mesmo. As reacções de hipersensibilidade mediadas por IgE são as mais frequentes, embora possam existir reacções não mediadas por IgE, que podem ser clinicamente semelhantes às produzidas por um mecanismo dependente de IgE.
As manifestações clínicas são muito distintas e vão desde sintomatologia cutânea, digestiva ou respiratória até quadros de anafilaxia que podem comprometer a vida do doente.
Em Portugal não há estudos sobre a prevalência de reacções adversas a alimentos e alergia alimentar na população adolescente em geral, pelo que nos propomos fazer este estudo na população adolescente dos 13 aos 17 anos de idade, inscrita nas escolas do 2º ciclo da cidade de Castelo Branco.
É por este motivo que durante os próximos dias, estes adolescentes receberão um questionário para o estudo destas reacções sendo-lhes solicitado o seu preenchimento junto com os pais/encarregados de educação para depois ser devolvido ao director de turma correspondente.
Desde já, agradecemos a colaboração de todos os alunos, pais e professores das seguintes escolas de Castelo Branco:
  • João Roiz
  • Afonso de Paiva
  • Cidade de Castelo Branco
  • Prof. Faria de Vasconcelos
  • Escola Secundária Nuno Álvares
  • Escola Secundária Amato Lusitano.
Os resultados obtidos com a aplicação deste inquérito serão divulgados assim que possível através dos meios de comunicação social e científica pertinentes. É de salientar que o estudo tem o respaldo das Comissões de Ética do Hospital Amato Lusitano, da Ex-Sub-Região de Saúde de Castelo Branco e conta com a garantia da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, fazendo parte dum estudo sobre a prevalencia da alergia alimentar na população geral da Beira Interior entre os 3 e os 90 anos de idade. 
A todos, o nosso bem haja.